(Félix passa instruções a Caco, no Adolfo Konder.)
Alguém escreveu uma vez que o goleiro ideal jogaria com as mãos nuas, como Félix. Titular absoluto do Fluminense (1968 a 1976), Félix Miéli Venerando foi o goleiro do Dream Team brasileiro da Copa do Mundo de 1970, no México.
Na Copa das Copas, o Brasil possuía o que para muitos ainda é a maior seleção de todos os tempos. No time titular havia nada menos do que cinco jogadores que vestiam a camisa 10 em seus times de origem, Rivelino, Jairzinho, Gérson, Tostão e Pelé, o maior de todos os tempos.
Na constelação brasileira, a única dúvida dos “90 milhões em ação” era se a defesa seria sólida o suficiente para dar retaguarda a um time tão ofensivo. Brito não primava pela categoria e Piazza era volante de origem, improvisado na zaga. No gol, Félix nunca foi unanimidade, muitos preferiam o corintiano Ado, além de contar ainda com Émerson Leão como terceiro goleiro.
Uma injustiça com o goleiro das mãos limpas, que na maior Copa de todos os tempos superou o inglês Gordon Banks, cuja Inglaterra não foi capaz de superar Félix, apelidado de Papel devido a sua magreza e aos vôos espetaculares (voava como um papel...).
Félix pendurou as luvas em 1976, após ter diagnosticado uma calcificação de sete centímetros no ombro direito. A partir daí, virou preparador de goleiro do Fluminense (1977 a 1980) até investir na carreira de treinador de futebol.
Em 1982, ano em que foi campeão da segunda divisão carioca pelo Madureira e após uma passagem vitoriosa pelo Botafogo, Félix foi anunciado como o novo treinador avaiano, em substituição ao interino Cláudio Wagner, no comando do Leão da Ilha desde a saída de Paulo Leão.
Félix assumiu o Avaí em pleno período de Copa do Mundo de 1982, na Espanha, quando o Brasil já havia sido desclassificado. E o tricampeão chegou ao Avaí pregando aos jogadores humildade, dando como exemplo a seleção de Telê Santana, que mesmo produzindo um bom futebol acabou desclassificada.
Naquele ano de 1982, por 18 jogos sob o comando de Félix, a Taça do Mundo também foi um pouquinho nossa...
(Foto: Jornal O Estado, 03/07/1982.).
Felipe Matos é historiador e escreve no blog Minha VidAvaí.
Sem comentários até o momento. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado no website. Não é membro ainda? Cadastre-se!
Eduardo José Farah
09/09 - 21:00h
Ressacada
05/09 - 16:00h
Maníacos pelo Leão
(7 fotos)
12/01
II Torneio Paixão pra toda vida!
(31 fotos)
28/08










