Katiana Regina dos Passos é natural de Palhoça e carrega consigo dna azul, nascida em uma família 100% avaiana, do avô ao primo terceiro, passando pela mãe, pai e as duas irmãs, todos são avaianos. Kati como é conhecida é estudante, e se não fosse seria somente torcedora, ela ainda se lembra quando aos 08 anos seus tios a levaram a Ressacada, de lá pra cá não perdeu quase nenhum jogo. A paixão é tanta que sempre que sai de casa confere se está usando algum item ou branco ou azul, não acredita que o preto de azar, mas evita combina-lo com o branco, só pra não dar azar...

A
paixão pelo Avaí é tanta que a três anos atrás, época em que começou a
trabalhar a primeira coisa que fez foi se associar ao clube, antes disso ia aos
jogos mas como era menor de idade não pagava entrada. A paixão é tanta que
nestes três anos ela conta nos dedos (de uma só mão) os jogos que não foi
assistir. A prima pode casar, o pai ganhar na Trimania, o Paulo Zulu se mudar
pro lado da casa dela, ela não se importa, dia de jogo é sagrado. A mãe brinca
com ela que quando ela se for tem certeza que que Kati e as duas irmãs não irão
ao enterro se tiver jogo do Avaí!
Ao ser
perguntado de onde vinha tanta paixão ela afirmou ser algo natural e mágico ao
mesmo tempo, nas suas próprias palavras, você
já viu a cor do céu? Não tem como não se apaixonar...
Kati, assim como tantos outros torcedores e torcedoras tem seu ritual em dias de jogo, acorda cedinho, arruma a roupa, e, em dia de jogos difíceis coloca sua camisa da sorte. Chegando a Ressacada não pode deixar de passar no Ideal para comprar bolacha trakinas, que segundo ela dá sorte ao Avaí, assim que o juiz apita o início da partida faz o sinal da cruz três vezes, beija a aliança do Avaí e a tatuagem onde se lê Avaí Eterno que tem no braço três vezes e pra firmar a prece, beija o escapulário, que ela mandou fazer com o escudo do Avaí, três vezes.

A
paixão é tanta que resolveu gravá-la para sempre no corpo, além da tatuagem no
braço onde escreveu Avaí Eterno, Kati também desenhou o escudo do time nas
costas, as tatuagens foram feitas em 2009 e 2010. Na vida dessa jovem torcedora
o Avaí representa tudo, algo até difícil de explicar. Segundo ela, nada nesse
mundo a fará abandonar essa paixão. Em 2004, ano que o Avaí quase subiu, Kati
ficou muito triste, mas tinha a certeza que daríamos a volta por cima e era
fácil vê-la andando pela cidade com o manto azul e branco.
Se
fosse presidente do Avaí Kati diz que pensaria mais no sócio, começaria repensando
valores melhores para as mensalidades, pois estão muito altas e isso tem
afastado os sócios do clube. Outra ação que colocaria em prática seria o estudo
da isenção de ingresso para as crianças, no seu ponto de vista é absurdo uma
criança de 03 anos ter que pagar para ver o Avaí jogar, a nova geração tem que
ser incentivada e não tarifada.
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