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O que nasceu para ser provinciano, assim o será!
14/03/2010
O que nasceu para ser provinciano, assim o será!
Já passa mais de mês que estive por aqui, e nem pretendia voltar hoje. Mas, um comentário de uma velha raposa, no intervalo do jogo transmitido pela RBS, na tarde deste domingo, dando conta de que o placar mais justo para Avaí 1 x 0 Criciúma, seria o empate, fez com que mudasse de idéia.
Não vou analisar o jogo porque seria desnecessário. O Avaí criou inúmeras oportunidades de gol, consagrou o goleiro criciumense, enquanto o time do Sul de Santa Catarina limitou-se a defender, até que no final da partida, acertou uma bola na trave. O jogo não foi bom, mas o resultado e suas conseqüências, trazem um conforto ao coração avaiano.
Assim vi o jogo e não encontrei ninguém que tivesse uma visão diferente. Claro, alguém que tenha bom senso, que saiba analisar uma partida com imparcialidade. Infelizmente, nossa imprensa, composta de gente interesseira, viciada e de pouca sombra, viu mais virtude na bola chutada pelo Criciúma, na trave, do que em todo o enredo do jogo.
É uma imprensa provinciana e de péssima qualidade. Dominam os meios de comunicação da Ilha, quer no rádio, jornal ou televisão. Tem em comum, uma longa história de mediocridade e incompetência, que se arrasta ao longo dos anos, passando ao público, algo que nada tem de folclórico, mas de insano.
Não é de hoje que se utilizam de bordões, porque mal conseguem dominar o português. Pior que isso, não utilizam o que deveria ser imperioso na função de jornalista: ética, seriedade, imparcialidade.
Mas, claro! Não o fazem porque não são jornalistas. São radialistas sem cultura, colunistas sem letras, comentaristas de ocasião. São pessoas que foram formadas dentro empresas tacanhas, que cresceram aos trancos e barrancos e hoje se orgulham de fazer gênero.
A incompetência, característica própria dessas figuras, faz com que distorçam situações, mudem palavras, retirado-as de um contexto para usa-las isoladamente, criando um fato diferente do que a realidade se apresenta.
Posso imaginar a razão de tanto destempero, de tamanha má vontade para com o nosso representante na elite do futebol brasileiro: a queda do castelo de areia construído no outro lado da ponte!
Não haverá mais cafés, nem aqueles agrados costumeiros na época de letras maiúsculas. O reinado se desfez e o time do lado de lá, tão medíocre quanto esses analistas de discurso encomendado, não consegue se firmar no Campeonato Catarinense. E isso, para eles, dói...
Mas, é bom que se acostumem. Mesmo não jogando bem, mesmo que critiquem nosso técnico, que reclamem que seus “afilhados” não são titulares, o Avaí está na liderança com cinco preciosos pontos à frente do segundo colocado. Mais que isso, tem oito pontos de vantagem na classificação geral, sobre o segundo colocado, o que significa dizer que faremos a final na Ressacada...
Eu, bem como a torcida avaiana, que pensa, que não precisa ouvir rádio durante o jogo, nem rever os melhores lances na televisão, para formar nossas opiniões, já estamos de saco cheio com esses incompetentes provincianos.
Acordem! A Ilha mudou! A fila anda...
Um pouco mais de respeito, de consideração para com o Avaí Futebol Clube, não lhes fará mal. O Leão merece! E a imensa Nação Azurra também...
Comentários
Carlos Aguiar falou: Os mesmos de sempre, o mais dos mesmos. Dependem de agrados e afagos para se sentirem felizes. Se o café pelos lados de lá acabou e no Avaí ninguém toma café, vão morrer de fome. Como bem prenunciava o atual técnico do Grêmio.