Estive no estreito assistindo ao clássico 391.
Esse é o jogo! O que coloca frente a frente, os rivais catarinenses.
Tudo nele é diferenciado e exagerado, no exagero das paixões as cores são carregadas por pincéis nervosos, nessa tela que vai sendo pintada em 90 minutos.
Não quero escrever sobre o jogo em si, acho que tudo já foi dito sobre o branco do nosso time no primeiro tempo; sobre os pênaltis não marcados pelo Sr. Célio Amorim; sobre as arrancadas do Lucas nas costas do Uendel; sobre a nossa incompetente meia cancha ... bem, uma sucessão de erros que não permitiram que a vitória fosse nossa, tínhamos time e elenco pra isso.
Quero escrever sobre a paixão que move os torcedores, sobre a magia de estar presente num Clássico, esse feitiço que toma conta de todos e nos transforma simplesmente em avaianos.
Não somos mais mulheres, homens, crianças, profissionais, estudantes, somos todos avaianos e isso nos basta durante os noventa minutos. Nossa voz se amplia, nosso coração dispara e nossa alma encosta nos camisas azuis que correm sobre o verde gramado. Estamos e somos eles, os jogadores.
O calor que nos fez suar nessa noite do clássico, só serviu para emprestar nossa máquina super aquecida, para o time reagir no segundo tempo e buscar um empate que deixou um gosto agridoce em nossa garganta, esse clássico era nosso, mas clássico é clássico e nos resta esperar pelo próximo, esse em nossa casa. Esse será e estará vestido de azul, impossível não esperar por ele.
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