Não há dúvidas de que o tempo é o senhor da razão. Mas, para algumas pessoas, nem sempre isso se converte em responsabilidade. Por mais que o tempo contado em anos pudesse lhes enriquecer a mente e o espírito, apenas atravessam por experiências sem delas nada apreender, ou absorver uma simples lição que lhes faça crescer.
Tal
assertiva diz respeito aos senhores que ocupam postos na nossa mídia,
quer seja falada, escrita ou televisionada. Por mais que se enraízem em
seus postos, não conseguem enxergar as transformações do mundo e muito
menos da Ilha em que vivem.
O
tratamento dispensado ao nosso Avaí, único e legítimo representante de
Santa Catarina na Série A, é feito de forma a questionar todos os
passos, todas as ações, como se fossem os donos da verdade,
especialistas em todos os assuntos, os verdadeiros professores de
Deus...
O
sucesso do Avaí, quer no Campeonato Catarinense, quer pela exuberante
campanha no Campeonato Brasileiro, parece incomodá-los de tal ordem,
que beira a insensatez. O ano avaiano foi perfeito, quebrando todas as
marcas referentes ao nosso maior adversário. Mas, isso não basta. É
preciso ser amigo do Rei...
Em
relação ao time do Estreito, a sintonia é uma constante. Os comentários
ecoam como música suave a massagear os ouvidos, tal a tolerância para
com as coisas do nosso co-irmão. E olha que tiveram um ano para ser
esquecido, em todos os campeonatos que participaram...
As viúvas do time rebaixado continuam a protagonizar cenas dantescas.
Desde
que o Avaí resolveu não renovar o contrato do técnico Silas Pereira, a
imprensa tratou de explorar as informações concernentes ao novo
técnico.
Falou-se
em Jorginho, Mancini e Chamusca, sendo este o contratado. A ação da
direção do Avaí não levou mais do que 15 dias. Após a contratação do
baiano, trataram de tripudiar o fato como sendo uma escolha pelo “plano
B”, ou “C”, mas que não era a primeira opção do Avaí. Um total
desrespeito.
Ao
terminar sua pífia campanha na Série B, nosso co-irmão promoveu o
lançamento de algumas “barcas”, no melhor estilo “o último a sair apaga
a luz”. Não sobrou ninguém, muito menos o técnico. Passados 21 dias da
última derrota no Brasileiro deste ano, nosso co-irmão aparece com o
nome de um ex-jogador, técnico na categoria de base de um clube
brasileiro, e nossa imprensa o trata como “a cara do co-irmão”, ainda
que nunca tenha treinado um time profissional...
O tratamento diferenciado não é novidade para ninguém. Mas, dessa forma, começam a questionar nossa inteligência.
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