Escrevi recentemente no blog do Seu Cunha a constatação da queda do provincianismo nas esferas avaianas. O provincianismo é aquele comportamento do quintal, do bairro, da fulanização, de comadres, de
ouvir falar, do/ ouvi por aí/, ou ainda, do carteiraço. Porém, ele resiste em diversos lugares, principalmente no negativismo exagerado e na crítica apócrifa.
A ascensão do Avaí Futebol Clube no cenário nacional, como clube mesmo, organizado, planejado, estruturado, teve reflexos dentro do campo, deixando de ser uma surpresa para ser uma sensação, haja vista nossas últimas conquistas em tão pouco tempo. Um clube de futebol organizado tem um time vitorioso. É uma matemática fácil.
Ainda que alguns palhaços derrotados e rebaixados (e eu não sou sabonete, digo que são isso, sim, pois não preciso fazer média comninguém!) venham a nos insultar com constatações estapafúrdias, por
completo desconhecimento de nossas realidades, afirmando que suas agremiações passam por situações semelhantes à nossa, digo que chegamos aonde estamos exatamente pelo planejamento e pela
estruturação, que foram sendo construídos ao longo dos anos, no braço, no campo, na garra e não sob o efeito de uma conta bancária gorducha.
E, sem querer me alongar no acontecimento mais importante da última semana, a saída do treinador Silas do comando do Avaí, pois muito e quase tudo já foi falado a respeito, mais uma vez a atual diretoria
deu mostras do quanto este clube está planejado, como tem metas e objetivos definidos. Em qualquer outro lugar, guardadas raríssimas exceções, a barraca teria seu pau chutado e o balde virado. Não! No
Avaí há prioridades e objetivos.
Então a gente lê em sites de notícias dos jornais locais e até em blogs as informações sendo chutadas e distribuídas como quem dá milho aos pombos. As mais variadas teses sobre a saída do Silas e os mais
grosseiros comentários sobre as falas do Marquinhos espocam como fogos em dia de São João, todos injustos, é claro! O sujeito vê o navio subindo e descendo nas ondas e acha que o navio está afundando.
O mais curioso é a desfaçatez de alguns jornalistas, pessoas com nome na praça, com reputação a zelar, chutando informações de diversas fontes, uma mais contraditória à outra, como quem apostava na loteria
e cravava triplo quando não tinha certeza do resultado. Pior ainda é que saem a dizer que já sabiam, que tinham esta ou aquela informação. Risível!
Eu só posso constatar, fazendo uma análise grosseira, embora com subsídios declarados, que tudo não passa de exposição da vaidade, de querer ser o melhor cara a dar uma informação, ou o que mais bem
constata o Avaí. Nos tempos de banco de escola a gente tinha uma explicação para a vaidade: é a Síndrome do Hipopótamo. Os hipopótamos, quando entram em conflito, costumam abrir o boqueirão expondo seus dentes medonhos e sua garganta profunda, como se dissessem: “olha como eu sou o máximo!”
A torcida avaiana já chegou à conclusão que torce por um time de série A, com organização e planejamento, que terá um futuro belíssimo e será feliz por muito tempo. Não cabe mais se envolver com o provincianismo.
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